10 histórias românticas incomuns para ver no Dia dos Namorados.

Histórias de amor não são sempre iguais. Muito menos sempre adocicadas. Conheça roteiros cheios de humor, poesia e música.

Sim, o amor está no ar, mas não é preciso assistir a um dramalhão ou uma comédia romântica para se divertir em frente à tela na data. Casais engraçados e amores impossíveis se apresentam em roteiros fora do padrão em 10 obras que listamos para o Dia dos Namorados. Prepare a pipoca e aproveite.

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Amor à flor da Pele

Amor à Flor da Pele (2000), de Wong Kar-Wai
Nascido numa pensão de Hong Kong na década de 1960, o amor do jornalista Chow e da secretária Su surge devido ao descaso de seus respectivos cônjuges, sempre distantes demais dos dois. Mas não se engane: do desamparo de ambos brota um relacionamento sublime, repleto de companheirismo, desejo e, principalmente, mistério. Grande filme do cineasta chinês, que captou ali toda a beleza da atriz Maggie Cheung e criou uma história romântica mesmo sem ter um roteiro em mãos.

 

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Anna Karina, Jean-Paul Belmondo

Uma Mulher é Uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard

Comédia sobre mulher que sonha em ter um filho e acaba por cair num estranho triângulo amoroso. Em seu primeiro filme colorido, Godard enfoca temas avançados para o início dos anos 1960, como o amor livre e os direitos femininos, com montagem inovadora e direito a cenas dos atores encarando a câmera (e os espectadores) e canção de Charles Aznavour ajudando a contar a história. A atuação no papel de Angela deu a Anna Karina o Urso de Ouro de melhor atriz no Festival de Berlim de 1961.

 

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Scarlett Johanson em Encontros e Desencontros

Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola

O filme que transformou Scarlett Johansson em musa de toda uma geração é belíssimo. Ao mesmo tempo em que paira no ar a sensação de solidão e de não pertencimento por estar do outro lado do mundo ouvindo uma língua que não se entende, vemos ainda os dois personagens principais tentando lidar com a crise pela qual passam seus casamentos. Mas os caminhos cruzados nos corredores do hotel Park Hyatt Tokyo, na capital japonesa, reaquecem os corações de Charlotte e Bob Harris (em brilhante interpretação de Bill Murray) e unem um dos casais mais insólitos e delicados do cinema contemporâneo.

 

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El Mismo Amor, La Misma Lluvia

El Mismo Amor, La Misma LLuvia (1999), de Juan José Campanella

As idas e vindas de um casal em meio a golpes militares, crises econômicas e a volta à democracia na Argentina. Na comédia, Ricardo Darín é o jornalista e escritor Jorge Pellegrini, que muda de status e valores próprios algumas vezes com o passar dos anos, mas nunca deixa de amar Laura (papel de Soledad Villamil). Protagonizada pela dupla que se tornaria mundialmente famosa por O Segredo de Seus Olhos, de 2009, a história é uma montanha-russa de sentimentos, tão divertida, assustadora e surpreendente quanto a vida.

 

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Do Mundo Nada se Leva

Do Mundo Nada se Leva (1938), de Frank Capra

O que parece uma típica história de amor entre membros de classes sociais diferentes – o filho de banqueiro Tony (James Stewart) se apaixona por Alice (Jean Arthur), a neta de um avaliador de selos postais – ganha contornos de fábula moderna, ao falar de poder, dinheiro, da importância das amizades e de se gostar do que faz. O momento no qual as duas famílias se conhecem, num jantar arquitetado pelo noivo, é revelador e mostra a discrepância de estilos de vida que elas levam. Vencedor do Oscar de 1939, o filme faz menções à Revolução Russa de 1917 e à Grande Depressão de 1929, além de piadas sobre o destino dos impostos pagos pela população ao governo.

 

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Matador em Conflito

Matador em Conflito (1997), de George Armitage

Dez anos após abandonar os amigos e a namorada do colegial, sem sequer dizer para onde pretendia ir, Martin Q. Blank volta à sua cidade natal para reparar um erro do passado e cumprir uma missão. Só que, em crise profissional e ainda apaixonado por Debi Newberry, o personagem de John Cusack não sabe se larga ou segue as obrigações de assassino profissional nem de que forma poderia tentar voltar aos braços da antiga parceira. Cheio de cenas inusitadas, o longa-metragem traz ainda uma trilha sonora com nomes como The Clash, Pixies, Motörhead, The Specials, Los Fabulosos Cadillacs e Siouxsie and the Banshees.

 

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Casablanca

Casablanca (1942), de Michael Curtiz

O trailer o vendia como mistura de aventura, triângulo amoroso e drama de guerra. Há tudo isso e mais: uma música marcante, um romance mal resolvido, a cena de A Marselhesa e a dificuldade de se tomar uma decisão quando o que está em jogo não envolve apenas a razão.  Feita com o propósito de ser peça de resistência cultural diante do avanço nazista na Europa da época e sempre lembrada como um dos maiores clássicos de Hollywood, a obra dirigida pelo húngaro Curtiz (1886-1962) se tornou um sofisticado conto sobre hombridade e paixão.

 

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Os Guarda-Chuvas do Amor

Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), de Jacques Demy

Pode-se dizer que este filme francês modifica aquela célebre frase: aqui, a vida é cheia de som e de amor. Cada pequeno momento de dúvida, felicidade ou tristeza do casal Geneviève e Guy é acompanhado pela música composta por Michel Legrand, num roteiro no qual todas as falas são cantadas e as cenas funcionam como parte de uma ópera profundamente romântica. Mais do que um musical, o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1964 é uma obra-prima do cinema.

 

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Esse Mundo é Meu

Esse Mundo é Meu (1964), de Sérgio Ricardo

O verso e o reverso do amor observado de forma política e poética. Lançada comercialmente no mesmo dia do golpe militar no Brasil, em 1º de abril de 1964, a estreia do cantor Sérgio Ricardo na direção de um longa-metragem retrata dois casais da favela da Catacumba – um às voltas com sua repentina união e o anúncio de gravidez da “noiva”; e o outro, com a aquisição de uma bicicleta, ação quase vital para concretizar seu próprio relacionamento. Sonho e realidade se misturam o tempo todo nesta pérola esquecida do Cinema Novo, que conta ainda com canções do músico-cineasta, como Nem Fome e Trabalhador.

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Manhattan

Manhattan (1979), de Woody Allen

Apesar de o título e as cenas que capturam toda a glória de Nova York indicarem o filme como a grande homenagem do diretor à cidade em que nasceu, seria injusto ver nele apenas isso. Os tipos curiosos e engraçados enredados em relacionamentos instáveis, os diálogos filosóficos e a quase obscena humanidade do personagem Isaac (interpretado por Allen) fazem da história um doce e atrapalhado romance. No fim, temos algo bem parecido às voltas que a vida pode dar, aqui filmadas em preto e branco.

 

Fonte: Revista GQ

https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2015/06/10-historias-romanticas-incomuns-para-ver-no-dia-dos-namorados.html

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